Uma moto é uma caixa cheia de líquido inflamável colocada sobre uma máquina que funciona a base de explosões, montadas em um quadro que você coloca entre as suas pernas e equilibra sobre duas rodas enquanto zune por uma rodovia a mais de 100km/h.

Uma moto é uma caixa cheia de líquido inflamável colocada sobre uma máquina que funciona a base de explosões, montadas em um quadro que você coloca entre as suas pernas e equilibra sobre duas rodas enquanto zune por uma rodovia a mais de 100km/h.

Dois mil anos depois posso dizer que curti Tron Ares. A trilha sonora segura 90%, o Jared Leto não incomodou tanto quanto pensei, a história é ok, os visuais são bem legais. É meio que uma continuação do Tron Legacy que não fecha a porta para um continuação real do Legacy e ainda dá um ponta solta. Pena que a Disney tá um bagaço e andou demitindo um monte de artista que criava os conceitos visuais dos filmes e trocou o pessoal por AI, matando a chance de trazer algo decente pro futuro.
Por um lado eu quero muito que seja bom, porque amo Tron e faz milênios que o último saiu. Por outro é um reboot no mundo real, provavelmente pra economizar, e tem Jared Leto, e nada disso me dá muita esperança.
Pelo menos uma coisa eu tenho certeza que vai ser boa, a trilha sonora do Nine Inch Nails:

Pra mim foi a galáxia M81. Você pode acessar o site da NASA, colocar o dia e mês do seu nascimento e descobrir como foi pra você: https://science.nasa.gov/mission/hubble/multimedia/what-did-hubble-see-on-your-birthday/

Peguei esse livro para ler com o objetivo de entender matemática, e terminei a leitura sentindo que fracassei miseravelmente nisso. Mas ouso dizer que não foi por minha culpa.
Escrito por David Bessis, Mathematica é tão arrastado de ler quanto os livros de matemática cheios de fórmula que o próprio autor critica. A proposta da obra era desmistificar o ensino da matemática explicando como entender intuitivamente os conceitos por trás das equações e nomenclaturas, criando analogias e comparações ao longo do caminho. Em alguns momentos o autor traz pontos interessantes, como a parte que ele descreve e atualiza os “sistemas de cognição”, apresentando a intuição, a razão e a “meditação”, e como interagir com esses sistemas para construir uma compreensão dos objetos matemáticos. E em certos pontos o autor até traz alguns exercícios e atitudes que são realmente práticas, apresentando ferramentas úteis no estudo de disciplinas em geral.
O problema é que os conhecimentos práticos estão perdidos no meio de páginas e mais páginas de biografias de matemáticos e dele mesmo, além de muitas divagações e repetições constantes. O livro é quase uma autobiografia, mais do que propor uma abordagem nova sobre o estudo da matemática. São vinte capítulos e mal consegui condensar informação prática para fechar um, foi como procurar a proverbial agulha no palheiro.
Enfim, Mathematica é interessante como um ponto de discussão filosófica sobre a matemática, e até como ferramenta de reflexão sobre o ato de estudar em si. Mas achei fraco no que realmente me interessava, que é o de trazer ferramentas para exercitar a abstração e compreensão da matemática. Vale uma leitura descompromissada, se tiver paciência.
Qualquer versão ao vivo de Rearviewmirror do Pearl Jam;
One Way or Another da Blondie;
Song 2 do Blur;
Get Free do The Vines;
Misirlou do Dick Dale;
E não me responsabilizo por nada se tocar Surfin’ Bird do The Trashmen.
